Netanyahu não atacou o Irã por segurança nacional, nos dias que antecederam o ataque, o governo dele enfrentava uma crise política sem igual. A suprema corte mandou que jovens religiosos, que sempre escaparam do serviço militar, fossem convocados como todo mundo, isso deixou a base de apoio dele furiosa, o parlamento estava dividido, e uma votação decidida por apenas um voto quase derrubou o governo. Logo em seguida, veio a reção. Israel lançou um ataque contra o Irã. Não foi qualquer ação, foi um ataque de alto impacto com efeitos em todo o mundo. E não era a hora técnica era a hora política. Era isso que Netanyahu precisava para salvar sua pele. A desculpa oficial estava pronta, o Irã era uma ameaça. Tudo isso é verdade, mas não era novidade. O que mudou naquela semana foi a situação dentro de Israel, não a ameaça de lá. Essa estratégia já tem nome, colocar um inimigo lá fora para juntar o povo aqui dentro quando a casa está prestes a cair. Isso é chamado de efeito bandeira, e Netanyahu sabe usar bem esse truque. Já fe isso em outras crises internas. Com o ataque, ele desviou o foco do assunto do alistamento, acalmou os protestos, reuniu sua base religiosa e ainda "saiu" como um líder forte. O Irá acabou sendo só a desculpa, o alvo real era salvar o próprio governo. O mais grave de tudo isso, enquato pessoas morrem no Irã e em Israel. A razão por trás do ataque pode ter sido só uma, manter Netanyahu mais tempo no poder.
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16 de junho de 2025
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