28 de julho de 2017

Tracy Colletto Music and History

A cantora e compositora Tracy Colletto teve seu contato com a música bem cedo, logo aos cinco anos de idade. “Lembro-me vividamente de estar no jardim de infância apreciando as novas músicas que aprendi; eu as cantaria para minha família assim que voltasse para a casa, então eles me pediriam para cantar para outros parentes e amigos,” revela.

Seu principal instrumento é a sua bela voz, geralmente Tracy toca piano ou teclado como acompanhamento em suas apresentações. “Sempre cantei, mas quando se tratou de tocar um instrumento musical na infância, escolhi a flauta, seguindo os mesmo passos de minha irmã, ela era muito boa com esse instrumento; porém, não dava para cantar e tocar flauta ao mesmo tempo”, brinca.

Na adolescência Tracy passou a tocar violão e escreveu as canções do seu primeiro álbum com o instrumento. Logo após, mudou para o piano seu atual instrumento e com o qual escreveu as canções de seu mais recente CD. “Embora eu sinta falta da portabilidade do violão, acho o teclado mais confortável e natural ao meu estilo de composição,” explica.


De acordo com a cantora, são muitos os artistas que a inspiram e de diversos gêneros, alguns deles são: Annie Lennox, Kate Bush, Ane Brun e Alison Goldfrapp, pelos vocais; Rickie Lee Jones e Tori Amos, pelas composições; e Bjôrk, pela criatividade. “Voltando no tempo, sempre admirei o fraseado de Frank Sinatra; mais recentemente, tenho escutado Dawes, Elbow e Ray Lamontagne”, acrescenta.

Sobre sua primeira apresentação, Tracy nos contou que não lembra ao certo onde foi. Sobretudo, sempre esteve envolvida com algo musical, seja no coral da escola, no teatro ou em casamentos. “A primeira apresentação das minhas músicas originais em público, foi em uma mostra de palco aberta em uma cafeteria local e meu amigo me acompanhou no violão. Eu estava tão nervosa, porque quando você executa música original pela primeira vez é algo realmente diferente, na ocasião eu cantei três canções,” relata.


Na primeira apresentação de Tracy não houve cachê. Contudo, a cantora pôde mostrar seu talento como intérprete e compositora o que a tornou mais autoconfiante. “Foi um alívio, porque eu finalmente compartilhei minhas canções; eu as matinha somente para mim nos primeiros anos; nem mesmo minha própria família as tinha escutado; mas agora eu estava feliz, elas eram apreciadas em público como as canções as que já tocam nas rádios,” enfatiza.

Tracy revela que começou a criar canções aos cinco anos. “Eram pequenos trechos que eu cantarolava andando pela casa; no começo, as canções falavam sobre voar ou vencer; mas logo elas passaram a expressar as emoções e o que acontecia comigo em determinado dia,” adiciona. Sua primeira composição foi ‘Fly Someday’, com cerca de um minuto.

A cantora destaca que em seu processo de criação quase sempre a melodia surge primeiro, baseada em uma emoção ou sentimento. “As letras demoram mais que as melodias, sei o que quero na música quando estou compondo, mas as letras precisam se encaixar bem foneticamente e combinar com humor da canção,” acrescenta. 

“Minhas criações favoritas são: Stay, essa é a minha predileta entre as baladas tristes, adoraria apresentá-la com um quarteto de cordas ao vivo; também gosto muito de Complete Peace, porque viajar e explorar são coisas que amo muito fazer e a letra trata desse tema; Patmos é outra música inspirada em viagem, ela fala sobre a beleza e os mistérios da ilha de Patmos; continuando, adoro Keep on Changing, essa canção apresenta a maravilhosa improvisação de Michael Ronstadt no violoncelo; e concluo a lista com The Ride, esse é meu querido country som, gosto dele porque é divertido, um pouco diferente e foi premiada no Independent Music Award como melhor canção do gênero alternativo,” destaca.
   
O mais recente trabalho de Tracy é o álbum Chocolate Happy Cake gravado na primavera de 2016 com as canções: It's Over, Falling Back, Patmos, Release Me, Stay, Open Road, Keep on Changing, The Ride, Summer, Complete Peace, Victory e It's Alright. A cantora enfatiza que é muito afortunada em ter tido excelentes membros de bandas profissionais trabalhando em seu álbum. Entre esses músicos estão: Kevin Hanson (guitarras); Erik Johnson (bateria); Chico Huff (baixo); John Conahan (cordas e piano); Gary Oleyar (violino e bandolim); Michael Ronstadt (violão); e o engenheiro de som e produtor musical vencedor de dois prêmios Grammy, Glenn Barratt.

Tracy se apresenta em torno de sete vezes ao mês em cafés e casas de show. “São todos locais pequenos; contudo, me apresentar publicamente faz parte da minha prática” comenta. Suas apresentações são voz e teclado; a cantora adiciona que adoraria tocar com uma banda completa, contudo depende das casas em que se apresenta.

A cantora acrescenta que onde mora não há muitos locais para apresentação de cantores-compositores que pagam bem e bandas cover tocando em casamentos ou bares se dão bem. “Entretanto, os serviços digitais têm aberto portas para que minha música seja transmitida globalmente; isso impactou significativamente a venda de CDs nos meus shows; é também de onde vem a maior parte da minha receita,” revela. 

Tracy acrescenta que escolheu a música como profissão, pois, sempre teve a arte como meio de se expressar. “Quando fizer uma pausa com a música, ela me perseguira até eu voltar; a música é beleza e conforto, a vida sem música seria um pesadelo,” enfatiza. Recentemente a cantora fez uma mostra gratuita em uma biblioteca para apoiar uma instituição sem fins lucrativos que fornece instrumentos musicais para estudantes menos favorecidos.


Sobre o futuro no cenário musical, Tracy argumenta que é difícil fazer previsões com tantas mudanças. “Infelizmente, parece que a tendência é a música perder valor, pois a transmissão é gratuita e o acesso imediato diminuiu a atenção dada pelo público”, lamenta. Para Tracy, o ideal seria uma renovação de interesse na música ao vivo em um nível íntimo, de volta ao elemento humano básico. “A conexão humana é muito importante,” argumenta.

Uma das coisas que a desaponta é a industrialização da arte musical. “É lamentável que músicos extremamente talentosos não consigam encontrar público porque a música tem se tornado tão corporativa; no entanto, com a música online você tem um grande potencial para alcançar o mundo, com algum trabalho árduo e fortuna, o que me deixa feliz; somado a isso, o Spotify faz um bom trabalho para recompensar os músicos; e o Twitter tem sido a melhor fonte de conexão e network,” ressalta. Para saber mais sobre o trabalho de Tracy Colleto, acesse: Tracy Colleto Offcial Website; Spotify TwitterFan PageSoundCloudiTunes  e YouTube.