25 de junho de 2017

Ben Killen Music and Life

Florence, Alabama, frequentemente chamada ‘Muscle Shoals’, é uma cidade bastante famosa pelo volume de trabalhos musicais populares por vários anos. Um dos mais notáveis nomes nascido na região é W. C. Handy, conhecido como “O Pai do Blues”. É de lá que vem o cantor, compositor, músico e escritor, Ben Killen.

Quando perguntado sobre sua infância, Ben argumenta que encontrar lugar nesse mundo misto não é tarefa fácil para um ser recém chegado. “Acredito que para a maioria das crianças a infância é um estágio complicado;” comenta. Contudo, o artista revela que sua adolescência foi um estágio mais generoso. “Tive a sorte de conviver com muitos amigos, colegas músicos e outros indivíduos abertos e criativos,” acrescenta.

O artista destaca que a música já fazia parte da sua vida antes mesmo do que possa se lembrar. Sua mãe é Diretora de Coral até hoje, embora tenha se aposentado depois de mais de trinta anos de ensino musical. “Ela estava em turnê com um pequeno grupo de colegas músicos quando eu estava na barriga dela!” ressalta. Ben sempre participou de corais em sua época de escola. Ainda que nada formal, o cantor comenta que teve a felicidade de ter alguns bons instrutores e mentores no campo da música. Atualmente, por conta de seu trabalho não relacionado com a música, Ben revela que não tem ensaiado tanto quanto queria. Porém, pratica ao menos uma hora por dia.

Ben destaca que sempre teve o apoio dos pais; após ver o artista Roy Clark - famoso por tocar banjo e guitarra - tocando banjo em um show, implorou-lhes veementemente para que lhe comprassem um. “No Natal seguinte eles me obrigaram; então, comecei a ter aulas com um amigo do meu pai: Scooter Muse, um mestre de banjo bem conhecido no meio musical,” revela. Para Ben, as dificuldades na trajetória musical foram suas teimosias na adolescência, as distrações e às vezes a falta de vontade de praticar para se tornar bom naquilo. “Mas agora me sinto agradecido por toda a aprendizagem e progresso que fiz naquela época; sinto que o começo antecipado na música ajudou-me ser o músico que sou hoje,” enfatiza.

Seu principal instrumento é o Dobro, também conhecida no país como Resophonic Guitar, um tipo de guitarra acústica. “Eu definitivamente desenvolvi um intenso amor pelas cordas nos últimos anos; também toco muito banjo com as duas bandas em que estou, e meus amigos musicais sempre me pedem para me sentar aqui ou ali e participar da roda com meu banjo; acho que é muito difícil encontrar um tocador de banjo em Nova York,” comenta. 

Ben começou a estudar Banjo aos nove anos seu professor se chamava Robert "Scooter Muse", famoso por tocar bluesgrass – um estilo de musica country influenciada pelo jazz e pelo blues, e musica tradicional irlandesa no Banjo. “Ele é realmente um grande professor e foi muito paciente comigo, às vezes volto no tempo e lembro como foram bons àqueles momentos”, revela. Seu primeiro instrumento fora um presente da Natal de seus pais. O artista comenta que há muitos cantores que apenas cantam e para diferenciar-se da maioria decidiu se empenhar em aprender um instrumento. 

Entre os artistas que o inspiram estão: Otis Redding; Bill Withers; Muddy Waters; Bob Dylan; Cash & Hank; Jason Isbell (seu compositor favorite); Amanda Shires (sua violinista predileta); Chris Stapleton; Tedeschi Trucks Band; Jerry Douglas; Robert Randolph; Sonny Landreth; Cindy Cashdollar; Adele; John Legend; The Wood Brothers; Lady Gaga; Bey; Bruno Mars; Billy Currington, (com  quem dividiu o palco em um show na Time Square) e Taylor Swift. “Sou descaradamente Taylor para sempre e sempre; a voz dela aquece meu coração! Além disso, tive a sorte de encontrar um ingresso para o seu espetáculo em Houston no EPIC Super-Saturday, que ocorre antes do Super Bowl, há alguns meses; isso definitivamente se enquadra entre as experiências musicais mais brilhantes da minha vida,” ressalta.

Sua primeira performance pública foi no coro da pré-escola em uma igreja. “Eu também tive a sorte de ser selecionado para cantar um solo em um programa de escola primária naquele dia,” destaca. Em sua época de escola, Ben chegou a fazer doze apresentações em uma semana na costa Gulf. “Aquilo foi divino, estadia gratuita no verão em uma bela praia, não é fácil encontrar outra dessa, eu queria mais!” Enfatiza.


Ben começou a compor bem cedo, o artista recorda que sua mãe costumava usar fitas para gravar ideias e captar sons e ele seguiu o mesmo caminho. Para o artista a vida é sua Musa, sua inexaurível fonte de inspiração. A primeira composição de Ben foi a música “Why”. “A maior parte dessa música escrevi sentado sozinho na beira da praia, por volta de 2003; ainda gosto da música, porém, não sinto mais o que sentia quando a escrevi; foi uma historia de coração partido; já não a canto mais porque soaria inautêntico para o momento atual da minha vida”, argumenta. De acordo com o cantor, seu processo de criação se dá através do silêncio, da escuta e da vigilância.  “Eu espero a Grande Musa me agraciar com sua expressão”, revela.

Sua criação favorita é a música Singing River Blues, que estará disponível em breve nas plataformas digitais. “Estou também muito orgulhoso das coautorias que tenho com minhas duas bandas, particularmente Santa Rita, com a minha banda de Folk Rock ‘The Grand Prospect; e também, com uma série de trabalhos que estará em nosso novo álbum gravado em estúdio”, adiciona. Entre esses trabalhos estão: Easy Way Out; Has My Love Gone Away; 151; Help Me Try; e I Saw The Devil. “Do meu Folk Trio Acústico ‘Proud Pair of Thieves’, as minhas favoritas provavelmente são: Late Night Garden e Too Much”, comenta.

No final de 2012, Ben gravou seu primeiro álbum com a banda The Grand Prospect, alguns meses após a partida de seu pai. Atualmente, o artista não tem contrato com nenhum selo. Para Ben, o mais importante para os artistas iniciantes hoje em dia é tomar muito cuidado para não assinar um mal contrato. “Ter um grande selo é ótimo; porém, hoje em dia você pode fazer muitas das coisas que somente as gravadoras poderiam fazer no passado”, ressalta. O artista costuma se apresentar duas vezes por mês, com alguma de suas bandas ou solo.

A banda The Grand Prospect é composta por: Cory Bortnicker, no piano, vocais e guitarra acústica; Hap Pardo: na guitarra; Brian Rolston: bateria e vocais; e Ben, no banjo, vocais, guitarra acústica e dobro. A banda Proud Pair of Thieves é formada por: Danny Riesbick, no baixo, J. Stricklin: na guitarra, vocais e harmônica; e Ben, no banjo, acordeom , harmônica e vocal. Em suas apresentações solo, além de cantar o artista toca dobro, lap steel, guitarra acústica e harmônica. O artista comenta que ainda não dá para viver da música, porém, ama o que faz.

As dificuldades que o artista vê no negócio da musica são a falta de clareza e o financiamento e acrescenta: “Eu poderia seguir adiante, mas isto é depressivo; não me permito ocupar com pensamentos negativos; isto não faz nenhum bem para ninguém; é mais frutífero focar em coisas boas”, ressalta.

Quando perguntado o significado da música em sua vida o artista diz: “Música é minha fonte de vida, sem ela eu certamente morreria”. A maioria dos shows que tem feito está relacionada com algum tipo de filantropia. Para o lançamento do segundo álbum, Ben e sua banda The Grand Prospect, estão planejando um show beneficente. “Eu definitivamente acredito que a arte pode ser usada para causas valiosas, isso é um empreendimento precioso”, enfatiza.

Sobre o cenário musical futuro, o artista acredita que muita coisa será possível e em geral gosta do que tem ouvido. “Não posso articular exatamente o porquê, mas sinto que uma nova música, ou muitas delas, estão movendo-se em uma direção de mais sentimento, mais honestidade, menos superficialidade e mais realismo; é uma boa direção a seguir, principalmente quando você considera a música alternativa,” destaca.

Ben comenta que não é do tipo que se deixa irritar por qualquer coisa, porém, algumas pequenas coisas o chateiam de vez em quando. “Contudo, sou um ser humano; entretanto, alguns anos atrás, enquanto estava terminando meu primeiro livro ‘Scale Back’, tomei uma decisão consciente: não deixar estúpidas pequenas coisas, que eu tenha pouco ou nenhum controle, me incomodar; não haveria realmente nenhum benefício em ocupar-se delas,” argumenta. “Se você deixa pequenas coisas fora do seu domínio de influência controlá-lo, você basicamente está abrindo mão de sua autonomia e a está substituindo pelo efeito das ações de seu inimigo”, acrescenta. 


Para Ben, viver se incomodando é um modo insano de se viver; porém, a maioria das pessoas, incluindo ele, frequentemente se coloca na posição de vitima. “Fiz uma escolha de nunca mais me comportar assim, não estou dizendo que é fácil; isto não é fácil; há muitas coisas que frequentemente encontro na maioria dos dias que não são exatamente do meu gosto, mas as deixo afetarem-me; mantenho controle sobre meus sentimentos e apoio-me firmemente em minha vida,” completa.

Sobre as coisas que o faz feliz, Ben destaca que daria um ou vários livros com muitíssimas páginas, no topo da lista estão : música (acima de tudo); belas garotas; verão; roupas de verão; belos cabelos dançando na brisa e a praia repleta de princesas sob a luz do sol tomando àquele bronzeado; o oceano e sorrisos, e acrescenta: “Seriamente, abraços; abraços é exatamente a melhor coisa que existe; abraços são extremamente vitais para a experiência humana, você não acha?”

Além do trabalho com a música, Ben também se aventura no universo das Letras. Seu primeiro livro publicado é intitulado Scale Back: Simplify Your Life and Enjoythe Things that Really Matter, no Português ‘Escalada de Volta: Simplifique sua vida e aproveite as coisas que realmente importam’. São setenta e cinco página em que o autor busca trazer à luz a importância da simplificação no diário viver, com o anelo de ajudar as pessoas a se tornarem mais felizes independente da posição social. Assim como em suas obras musicais, o silêncio, a escuta e a vigilância se faz presente nessa obra 'simples com teor sofisticado'. 

Concluindo nosso bate-papo, Ben fez questão de acrescentar que sente orgulhoso de sua hereditariedade musical. Seu tio Dub Killen, tocou baixo com Vassar Clements e Dixie Gentlemen, e seu primo Buddy Killen se tornou um empreendedor no negócio da música em Nashville, desenvolvendo-se por si mesmo, e trabalhando com grandes nomes. Além de sua mãe que sempre esteve envolvida com música e transmitiu muito da musicalidade que o artista tem hoje. Para conhecer mais sobre o trabalho do artista, visite: Ben Killen Official Website.